Disponibilidade e o Protocolo ICUP

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quarta-feira, 12 de outubro de 2011
Por Lucas "Sugis" Lago, Comp09. Siga no Twitter

Vivemos num mundo permeado por sistemas de informação, desde sistemas internos das empresas até a internet a infinidade de sistemas de informação que permeiam a mesma. Com tantos sistemas de informação, definições da qualidade de informação foram criadas para a qualidade da informação.

Alguns fatores que definem a qualidade da informação são: Confiabilidade, Confidencialidade, e Disponibilidade. Esse último parece ser muito simples de compreender e ainda mais simples de se confundir.

Disponibilidade é: A qualidade do que se pode fazer uso, segundo o dicionário. Ou ainda podemos enunciar disponibilidade como é utilizada por muitos estudiosos de sistemas: A probabilidade de um sistema estar funcionando corretamente e disponível para desempenhar suas funções, num dado instante de tempo t.

A disponibilidade porém não é estática, e pode variar entre sistemas e até mesmo dentro de um sistema. A queda da rede por exemplo, gera um óbvio problema de disponibilidade da informação e perturba a disponibilidade como um todo. A disponibilidade também é afetada por um outro fator que determina a qualidade da informação: Confidencialidade.

Esse fator reduz a disponibilidade em sistemas que usam amplamente interface com humanos porque afeta o sentimento das pessoas envolvidas.

Metaforizando um pouco aqui vamos analisar a disponibilidade de um sistema que será compreendido imediatamente pela metade masculina dos hipotéticos leitores (a metade feminina, se existente, por favor perdoe o exemplo). Vamos falar sobre o sanitário masculino!

O sanitário masculino possui um número N de acessos para alíviar urgências de natureza líquida, e portanto a disponibilidade teórica de N mictórios. Porém como todos os leitores hipotéticos masculinos sabem, a realidade é bem diferente dessa teoria.

A busca para reduzir os momentos constrangedores, nos leva a utilizar – mesmo que inconscientemente – o International Choice of Urinal Protocol. Os cálculos mostrados no link nos mostram que o grau máximo de disponibilidade de um sanitário com N mictórios – sem constrangimento – é 2N/3 (edit: para o caso de N=1, teremos disponibilidade de 100%, assumam N>1. Grato.).

Banheiro, serious business

A perda de disponibilidade do sistema de 33% não é visível no sistema até o momento em que colocamos o mesmo em uso. Somente com a interação do sistema com humanos podemos perceber os problemas na disponibilidade.

O sistema deve considerar a forma como ele será utilizado pelas pessoas, a forma como as pessoas utilizam outros sistemas, os sentimentos da pessoa ao utilizar o seu sistema. É necessário deixar a pessoa a vontade ao acessar o seu sistema, isso faz parte da disponibilidade.

Simplesmente o aumento das formas de acesso a informação, pode não permitir o aumento na disponibilidade (faça os teste com o sanitários com 5, 6 e 7 mictórios). Deve ser prioridade de quem está desenvolvendo o sistema se preocupar com a disponibilidade da informação.

E encerrando o exemplo do sanitário, fica a máxima: sempre se preocupem com a visualização da “informação” pelos seus usuários.

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