Mac restart troll

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quarta-feira, 13 d julho d 2011
Por Eduardo Russo, Coop10. Siga no Twitter

Fugindo um pouco do dia a dia do Bit a Bit (muita repetição repetição?), resolvi fazer uma tirinha sobre o que o Mac faz comigo de vez em quando.

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Eduardo Russo
Eduardo Russo

Formado em Engenharia de Computação pela Poli (2010) e em Design pela Belas Artes (2001), cofundador do Bit a Bit, fundador do Tubelivery e do Faviconit, cofundador da Fábrica de Aplicativos e coordenador de produto do Scup.

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4 Comentários para “Mac restart troll”

  1. José

    Oi Eduardo! Procurei um meio de falar com vc que não fosse esse, mas não encontrei. Não sei se você pode me ajudar, mas não conheço ninguém que cursa ou se formou em Eng da Computação e procurando por informações cai aqui. Estou na dúvida entre cursar Engenharia ou Ciência da computação (respectivamente, POLI e IME) e gostaria de saber mais sobre as diferenças entre os dois cursos na prática e no mercado. Sei que você pode não conhecer sobre o dia-a-dia do curso no IME, mas de qualquer forma acho que qualquer informação de alguém que cursou uma das duas pode ser válido!

    Cursei dois anos de Economia e larguei sabendo que queria computação, mas na hora de optar por uma das duas (ainda mais que ciência, agora, é separado de Engenharia na inscrição da Fuvest) fiquei perdido. Tenho olhado a grade e procurado informações, mas sobre o mercado e a vivência nos cursos não encontrei nada.

    Desculpa te procurar respondendo ao post (que, por sinal, é muito verdade hahaha), mas foi o meio que encontrei. Se puder me dar uma força fico imensamente grato!

    Meu e-mail está ai. Obrigado e grande abraço!

    E parabéns pelo blog (à toda equipe)!

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    #568
    • José,

      Sofri bastante quando decidi cursar algo a ver com computação, com essa mesma dúvida: ciências ou engenharia.

      Cheguei a criar uma comunidade no Orkut para me ajudar nessa decisão! Ainda é uma comunidade interessante (apesar de eu não entrar mais, nem cuidar dela) e tem vários tópicos sobre o assunto.

      Mas, independente de outras opiniões que vc possa encontrar nesses tópicos, aí vai a minha.

      Obviamente que posso falar com muito mais propriedade sobre Engenharia do que sobre Ciências, mas, vamos lá.

      Ciências é um curso bem forte caso você queira desenvolver software. Você aprenderá as entranhas, o planejamento, a construção… provavelmente verá várias linguagens de programação e aprenderá profundamente algumas delas. Entenderá como solucionar diversos problemas usando e criando algorítmos e terá uma base matemática bem forte.

      Engenharia é um curso mais generalista (na Poli, em específico) e você terá uma visão mais macro do computador. Terá várias matérias não relacionadas a computação, exatamente pelo generalismo da Poli.

      Aprenderá muita lógica, mas não será nenhum mestre de programação (se depender da faculdade) em uma linguagem específica. Entenderá todas as entranhas de um sistema computacional, desde os componentes básicos até o sistema operacional.

      Passeando um pouco por um computador, começamos com Laboratório de Fundamentos de Computação, em que programamos um emulador de uma máquina de Von Neuman (é um computador bem básico mas que é a base da computação atual, ignorando a quântica, que mal vimos).

      Nessa mesma disciplina, criamos a linguagem de máquina (tipo um assembly, bem básico) dela e escrevemos programas, inicialmente com comandos hexadecimais (0 a 15) e, no fim do curso, com comandos mnemônicos (SUM para somar, por exemplo).

      Temos também, Laboratório Digital, em que construímos os mais diversos “equipamentos” eletrônicos usando apenas componentes primários, como portas booleanas (fazem operações lógicas, tipo E, OU…). Começamos com coisas bem simples e, no fim do curso, montamos um mini computador com 16 operações diferentes.

      Em matérias teóricas, começamos com Projeto Lógico Digital. Nessa disciplina, entendemos o funcionamento dos componentes básicos e alguns mais avançados, todos necessários para o entendimento de um computador.

      A sequência dessa é Organização de Sistemas Digitais, em que, a partir dos componentes que conhecemos na anterior, aprendemos a organizar um sistema a fim de montar om computador. Aprendemos um troço chamado VHDL (ou não) que é uma linguagem de construção de sistemas eletrônicos. Seu funcionamento é bem diferente das linguagens de programação normal, pois nela as coisas não são, necessariamente, sequenciais. Várias coisas podem acontecer paralelamente.

      Depois disso, temos Arquitetura de Computadores e entendemos mais a fundo como funciona um computador de verdade. Desde o controle de um disco até a apresentação de dados numa tela. Nessa, temos também uma base de assembly (vimos assembly de ARM no nosso ano, mas pode ser de x86, x64 etc.).

      Junto de Arquitetura, temos o Lab. de Processadores. Nele, programamos em assembly (era de Motorora 6800, mas já deve ter migrado pra ARM). É a prática e programamos desde coisas bem simples até drivers de comunicação entre o computador e um display.

      Depois, temos Sistemas Operacionais e entendemos como um “programão” controla tudo o que aprendemos nas outras disciplinas. Usamos um sistema operacional didático chamado Minix para entender como um SO funciona. Mexemos nas entranhas dele e vemos como as coisas funcionam (e como são complicadas).

      Finalmente, Linguagens e Compiladores nos dá a base para entender como uma linguagem de programação é criada (nós criamos uma) e como um compilador funciona (criamos um que interpretava a nossa linguagem). A matéria mistura bem teoria e prática e é considerada o terror dos terrores, já que envolve diversos conceitos muito teóricos. Nessa matéria você descobre a mágica das expressões regulares.

      Agora, falando em Software, temos diversas matérias que vão desde as teorias de desenvolvimento (cascata, circular etc), banco de dados, documentação e o desenvolvimento propriamente dito.

      A matéria Laboratório de Engenharia de Software II é o que você coloca em prática tudo que aprendeu nas outras disciplinas. No nosso ano, fizemos um ERP modularizado e cada grupo de 4 alunos fez uma parte. Tinhamos que escolher a linguagem de programação (cada grupo podia usar a sua), a arquitetura e divisão do software como um todo, a forma de comunicação de cada módulo com os outros (usamos SOAP no nosso grupo), a documentação que seria produzida e a interface do sistema.

      Além disso, no fim do curso tivemos algumas disciplinas sobre empreendedorismo (optativa mas imperdível), segurança (sentido “security”), inteligência artificial e multimídia.

      Outras que valem ser citadas são segurança (sentido “safety”), controle (que usa computação em praticamente tudo, hj em dia) e redes de computadores.

      Além disso, tem um monte de outras matérias que não tem nada a ver com computação mas que te ajudam a se formar um engenheiro que, na minha visão, é um “resolvedor de problemas”.

      Em relação ao mercado, ambos são bem remunerados e com muita vaga disponível pra quem é bom. Escolhi engenharia por me ver com um perfil não tão técnico. Amo tecnologia, amo computação, mas gosto mais do fim do que do meio e acho que a engenharia dá uma visão mais generalista e acaba sendo um caminho mais natural pra quem não quer escovar bits.

      Vou conversar com um pessoal aqui do trabalho que é formado em ciências e ver se eles podem colocar a opinião deles e mais informações sobre o curso. Qualquer dúvida que tiver, mande bala, pergunte!

      []s

      Russo

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      #569
  2. O comentário do Russo vale mais que o post que era uma piadinha tosca… =p

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    #624

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