Brasileiros criam projeto de baixo custo para deficientes visuais e são finalistas de competição internacional

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quarta-feira, 27 d janeiro d 2010
Por Nathalia Sautchuk Patrício, Coop9. Siga no Twitter

Estudantes da USP criam identificador de cores de baixo custo para deficientes visuais e precisam de apoio para vencer uma competição internacional de empreendedorismo social

Enxergar cores não é apenas uma questão estética. Pessoas portadoras de deficiências visuais não conseguem reconhecer cores, nem notas de dinheiro. Esta capacidade é importante para uma boa qualidade de vida porque as torna independentes, elevando a sua auto-estima. Porém, esta deficiência as impede de trabalhar em muitas áreas, e, uma vez que a maioria destas pessoas são de baixa renda, necessitam de uma solução de baixo custo.

No mundo, há 314 milhões de pessoas com algum tipo de problema visual, sendo que 45 milhões destas são cegas (OMS, 2009). Além disso, 87% delas vivem em países em desenvolvimento ou subdesenvolvidos, sendo 25 milhões só no Brasil. Cerca de 29% dos brasileiros com problemas visuais (7.25 milhões) vivem com menos do que um salário mínimo por mês (IBGE, 2009). No Brasil, aparelhos identificadores de cores custam de R$600,00 a R$1200,00, o que é um custo altíssimo para a maioria das pessoas que dependem dele.

Foi pensando nisso que eu e o Fernando criamos a Auire, uma empresa social que propõe projetos acessíveis que ajudem a população. Nosso primeiro projeto é um identificador de cores e dinheiro de baixo custo para pessoas com deficiência visual.


A solução é um aparelho portátil que fala a cor de um objeto ou o valor da nota de dinheiro. As notas de dinheiro no Brasil são de diferentes cores, o que permite o uso dessa propriedade para identificá-las.


O projeto foi inscrito para o programa de incubação inaugural do
Unreasonable Institute e foi um dos 42 finalistas. O instituto oferece um programa intensivo de treinamento, incubação, apoio e financiamento a jovens empreendedores de todo mundo para transformar em realidade projetos com foco social ou ambiental. Os selecionados passarão 10 semanas na sua sede em Boulder, Colorado, EUA, para aprender como colocar suas idéias em prática. Ao final, terão contato direto com 200 investidores. Para chegar à etapa final, os empreendedores tiveram que superar 285 competidores e provar que o projeto pode tornar-se autosuficiente em um ano, atingir 1 milhão de pessoas e expandir-se para fora de seu país de origem em menos de três anos.

Agora, nós devemos passar por uma nova etapa. O programa de incubação custa US$6.500,00 por projeto. Porém, os empreendedores não podem pagar diretamente por ele. Cada um deles deve arrecadar doações para sua idéia. Em cada semana haverá um limite para doações por pessoa (US$10,00 na primeira), para que seja atingido o maior número de pessoas possível. Serão selecionados os primeiros 25 empreendedores que alcançarem o objetivo. Para apoiar o projeto da Auire, basta acessar a nossa
página de finalistas no site do instituto e fazer sua doação.

Sobre a competição:

O Unreasonable Institute é uma ONG internacional que incuba negócios sociais de alto impacto. A edição inaugural do programa de incubação reuniu 284 competidores, de 6 continentes e de 45 países. Na última etapa 42 finalistas concorrem a 25 vagas através do processo de “crowd-sourcing”.

Contato Institucional: info@auire.com.br

Site Oficial: www.identificadordecores.com.br

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Um Comentário para “Brasileiros criam projeto de baixo custo para deficientes visuais e são finalistas de competição internacional”

  1. Olá Nathália. Gostei dessa idéia de vocês. Estudo Engenharia Mecânica na Unesp de Bauru. Tenho um site de Ciência, Tecnologia, Engenharia e Cultura. Lá eu procuro divulgar a comunidade científica à sociedade, mostrando projetos de alunos e professores e inovações tecnológicas. Gostaria de ajudar divulgando o projeto em meu site, criando um post sobre o assunto. Se você se interessar, pode enviar um texto falando sobre a idéia do projeto, os integrantes e o que precisam, juntamente com algumas fotos. Se você permitir poderei esvrever sobre ele para o site. Recentemente fui convidado para escrever em uma revista eletrônica da USP. E a idéia é escrever sobre projetos de engenharia brasileiros. O de vocês é bem verde-amarelo. Se você me permitir, poderei escrever sobre ele (e se você quiser enviar outros projetos também…) e enviar à revista da USP. O que acha? Caso se interesse, envie um e-mail para mim citando esse comentário. Abraços. João Paulo.

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